Há tempos não escrevia nada. Precisava de algo que de fato me motivasse. Por um longo período nada do gênero veio até mim. Hoje vieram dois. Dois iguais.
Não vou dizer o que é, como é. Se é masculino ou feminino ou seja lá o que for. Só vou dizer que é bom para os outros. Mais especificamente para as pessoas com quem aconteceu. Para mim, não. Não significa que quero o mal dos outros, mas porque quero o bem à eu mesmo. É da natureza humana querer o melhor para si. O grande e diria que, o único problema é, em toda a minha vida, a timidez. A prova viva desta é esse texto. É um desabafo à ninguém. Isso me faz melhor, mas, ao mesmo tempo, me faz enxergar que eu não tenho sequer uma pessoa verdadeiramente confiável para dizer tudo o que estou escrevendo. É como se eu fosse apenas um e os outros, muitos que só servem para me ouvir nas horas de felicidade.
Todos os dias faço várias pessoas gargalharem. Isso me motiva. Mas cansa ser feliz o tempo inteiro. Não quero parecer bem sempre, deve ser chato. A vida não seria nada sem altos e baixos. Nos meus momentos baixos, os amigos que servem para ouvir meu modo extrovertido, desaparecem. Sobra uma folha. E é nela que coloco os sentimentos mais secretos e não mostro para ninguém. Até o dia que eu encontra-la por acaso e achar graça. Hoje acho graça do meu passado. Penso que se tivesse seguido o mesmo caminho que estava seguindo, eu seria uma pessoa patética. Mas também penso que, se fosse patético, seria ainda mais divertido, e talvez não fosse necessário mostrar o que sinto à um pedaço de papel. O que me tranquiliza é saber que outras pessoas fazem o mesmo. Só não as conheço. O dia que conhecer uma mulher que faça isso, me caso com ela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário