Hoje relembrei a vida de uma forma típica dos tempos modernos: Descobri um fotolog antigo, ao qual nem a senha lembro. O mais incrível é ver como nós éramos estranhos.
Tive a mesma sensação que tenho quando olho fotos dos meus tataravós, que estão mortos: Você sabe que aquilo que está ali existiu um dia, por mais estranho que possa parecer. O Rodrigo que vi ali, não existe mais, morreu há muito tempo. O jeito de escrever, a maneira de agir, que são sim perceptíveis pelas fotos, não pertenciam e muito menos pertencem a mim. Eu era, naquela época, um Tofu das pessoas com quem vivia.
Mas mesmo que sem personalidade, aquela foi uma fase muito boa da minha vida. Eu soube aproveita-la ao máximo. Se há tempos em que eu posso dizer “Vivi tudo o que tinha pra viver”, o tempo seria esse.
Hoje me orgulho muito do que sou. Não é preciso ser o dono de uma multinacional pra se orgulhar de você mesmo. Eu sou orgulhoso por ser um que fala com todos, brinca com todos, e principalmente porque agora, tenho o meu jeito e personalidade, que garanto, ninguém no mundo tem.
Ao mesmo tempo que me orgulho, fico muito triste em ver as outras pessoas seguirem tendências. É como se o gosto fizesse parte de um ciclo natural: Nascer, crescer, gostar disso e daquilo, mudar de opinião, envelhecer e morrer. O morrer desse ciclo, não é de velhice. É de saturação.
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