Quero correr atrás de doce no dia de São Cosme e Damião, rir a toa, jogar video game, cantar sem medo de parecer ridículo, acordar no meio da tarde e ir pra rua descabelado, andar de patinete, roubar as uvas da parreira do vizinho, desenhar com giz de cera, fazer dobraduras, assistir desenhos, correr atrás de pombo, caça-los, sujar as mãos e limpa-las na blusa, mascar chiclete o dia inteiro, dormir sem escovar os dentes, fazer pegadinhas com as pessoas que passam na calçada, fazer “psiu”e disfarçar, tomar banho de borracha, jogar sabão no chão e escorregar de um lado para o outro, montar barracas na sala de casa, comprar carrinhos de controle remoto, quebrar carrinhos de controle remoto, cair no chão e chorar, limpar o nariz e passar o dedo debaixo da mesa, encher bexigas com água e estoura-las, correr e abraçar meus pais quando estes chegam do trabalho.
Não vou crescer. Já decidi. Nem adianta.