segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Futuro, incerteza, arte.

O futuro é uma coisa muito incerta pra muita gente. (Para mim inclusive). Ninguém sabe nada a respeito de nada quando se trata disso. E por mais que o ser humano se preocupe com sua formação, nada garante que ele será uma pessoa célebre. Célebre: O futuro das palavras também é muito incerto. Hoje, quando se fala em celebridade, logo se pensa em uma pessoa famosa. Uma celebridade é alguém que é célebre em alguma coisa. Seja no trabalho, em determindadas habilidades, ou na arte. E ser célebre na arte é o que mais admiro.

Na verdade eu admiro a arte, e principlamente as pessoas que a fazem. Porque só estes seres têm a capacidade e o poder de procurarem dentro de si um lugar muito especial e reservado, e fazer arte com ele. Eu posso – sei que posso – e me admiro muito por isso. Quero ser célebre nessa área. Célebre de acordo com o dicionário, e não de acordo com a cabeça do povo.

O grande problema de admirar a arte, é o pré-conceito. Lido com muita gente ignorante(fato), e quando conto minhas preferências às tais, a cara é sempre a mesma: Nariz torto, olhos arregalados. Por isso chamo isso de pré-conceito(“Pré” separado de “conceito” por hipérbole – Só).

E aí surge a pergunta: Por que eu fui falar de “futuro incerto”? Porque o nosso futuro só será certo – e correto – quando conseguirmos acabar com o pré-conceito. Um dia isso vai acontecer, e eu espero estar aqui para ver.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Assalto

Maria estava saindo do trabalho. Na verdade, mais cedo, pois havia sido demitida. Sua frustração era enorme. Seu dia tinha sido um caos: Chegou atrasada ao emprego, e para piorar, esqueceu o projeto do chefe em sua mesa da cozinha, e obviamente foi obrigada a voltar para buscar. Ao retornar, já havia outra trabalhando em seu lugar.

A empresa em que trabalhava, ficava em cima de um banco (Ao qual muitas vezes ficou horas na fila para pagar as contas do chefe) e a circulação naquela área era grande. Mas algo estranho acontecia no momento em que ela saia do prédio pela última vez: Não havia ninguém ali. Desconfiada, foi olhando para os lados, tentando encontrar algum motivo para não chorar e ter mais vontade de viver, pois naquele momento, sua vontade era de morrer, da forma mais rápida e escondida possível.

Ao se aproximar da esquina, quando ia atravessar, um carro da polícia, em altíssima velocidade quase a atropelou. Assustada, ela esperou e em seguida, tornou a atravessar a rua. No meio do percurso, alguém a agarrou pelo pescoço. Ela não queria acreditar, mas era inevitável não pensar em: “Assalto” – Gritou o bandido- desesperado, tremendo e apontando uma arma para a mulher indefessa, que mesmo nervosa, estava feliz por dentro: Aquilo podia ser o que o carro de polícia não conseguiu completar: Sua morte.

O carro que havia passado ali há poucos instantes, retornou, e inúmeros policiais saíram repletos de armas e munições. O ladrão dizia, com voz trêmula: “Se chegar perto, eu mato”. Aquilo soava como música aos ouvidos de Maria. Só assim ela poderia morrer sem ter que fazer nada. O trabalho ficaria todo por conta do marginal, porque suicídio não seria nem um pouco agradável. As pessoas ficariam pro resto da vida sem saber o porquê da morte, e ainda iam ficar falando “Coitada dela, parecia tão feliz!”

Resolveu esperar. Se tivesse que morrer, morreria. Foi quando ouviu um barulho muito forte. Ela conseguiu perceber que estava caindo, mas o braço que apertava seu pescoço, ainda estava ali, mais fraco, mas estava. Quando estava no chão, seus olhos não fecharam, não sentiu dor alguma, e muito menos morreu. Na verdade, ela estava em cima de um defunto. Ao perceber o ocorrido, se soltou o mais rápido que pôde e correu para os policias. Desesperada, ela perguntava: “Quem o matou? Quem o matou?” A resposta foi: “Ele mesmo senhora.” Então ela abriu um leve sorriso e pensou para si: “Vão ficar para o resto da vida sem saber o porquê do suicídio, e ainda vão dizer Coitado dele, parecia tão feliz!”